Carioca da gema, cresci vendo penduradas na parede de casa, lado a lado, peças indígenas, do candomblé, da igreja católica, do Mestre Vitalino e do Portinari. Valorizar e colocar no altar todas as manifestações artísticas sem o menor preconceito ou juízo de valor era uma questão de ordem na família. Da mesma forma que, num dia, cantava Bach no coro, no outro, solava Nelson Cavaquinho.

Como professora não podia ser diferente. Meus alunos do Instituto Nazaré homenagearam pessoalmente os 80 anos dos compositores Morengueira e Braguinha, assim como apresentaram a Flauta Mágica

de Mozart na Biblioteca Nacional.

As histórias de vida me fascinam, assim como desconstruir representações, despentear e arrepiar cabelos.

Adriana Rodrigues

 

Sentar num círculo onde todos se veem, se ouvem e se expressam. 

Pode ser assobiando, falando numa língua maluca, estalando os dedos, tocando oboé ou tilintando um molho de chaves.

Neste círculo estão minhas frentes de trabalho, as que acredito e que comungam comigo dos mesmos prazeres e ideais: o Foro Latinomamericano de Educación Musical, a formação de professores no Conservatório Brasileiro de Música, os projetos de formação de plateia, o doutorado, o canto... Pirão, boeuf bourguignon, pitomba, scotch e cachaça.

Contraditória e sempre correndo atrás da expressão criadora, vem aí Anairda Seugirdor, ops! Adriana Rodrigues.